11/10 No caso de muitos não católicos, a percepção que têm da doutrina cristã sobre o sexo reflecte a sua carência e incapacidade, teórica e prática, de viver as regras da sã intelectualidade e do respeito pela finalidade da sexualidade humana. Podem, porém, descansar. São coisas que se aprendem, teórica e praticamente , com uma boa educação familiar.
12/10 Como é sabido, foi sobre os ombros do grande papa Paulo VI que caiu, em sucessivas avalanches, o peso dos desvios precipitados da doutrina conciliar do Vaticano II, das falsas interpretações dos documentos aprovados na assembleia dos bispos, das pseudo reformas no campo da liturgia, da moral e da piedade cristã, da invasão do pensamento marxista e protestante, do desprezo pelos sacramentos e da diminuição do papel de Maria na vida cristã. Por isso ele foi uma testemunha imensa de vigor, fidelidade e generosidade até ao fim da sua vida de amor a Cristo e à Igreja.
13/10 Um momento notável do pontificado de Paulo VI foi a publicação da Encíclica “Humanae Vitae” (1968). João Paulo II classificou-a como profética e ao longo do seu demorado pontificado não deixou de a lembrar frequentemente. É conhecida a pressão brutal que por parte de algumas comunidades católicas, sobretudo através da influencia de certos ambientes de consagrados dos Estados Unidos nos meios de comunicação tentaram forçar o papa Paulo VI a proclamar uma versão mitigada da moral cristã. Algumas de estas vozes, também no nosso meio católico, continuam periodicamente a fazer-se ouvir, mesmo quando não vem a propósito do evento que se noticia ou comenta. São fenómenos de uma igreja que não o é já.
14/10 A existência dos “católicos não praticantes”, como sabem todos os pastores de almas, e agora veio recordado no ano sacerdotal, pela figura de S. João Maria Vianney são um fenómeno antigo. Por várias causas, os fiéis de consciência bem formada sabem não aproximar-se da Eucaristia se não se encontram em graça. Mas, é entre os eclesiásticos que encontramos agora quem se apresenta como todo poderoso no que diz respeito a dispor daquilo que a Igreja não se sente autorizada por Cristo a fazer. Assim, vemos como se pretende dar a comunhão aos chamados divorciados (perante a lei civil) recasados (perante a lei civil), ou mesmo aos não baptizados; igualmente, já foi sugerido em caso de ausência de sacerdote, que um fiel baptizado podia presidir à Eucaristia. A estes irmãos, se ainda o são na Igreja de Cristo, só podemos acudir com a oração. Mas temos esperança que lendo os Santos Evangelhos como se lêem desde sempre na Igreja, se convertam.
15/10 A última, mas necessariamente não a derradeira descoberta da ficção teológica nacional, é que a hierarquia não é a hierarquia é a anarquia. Ou melhor, a Igreja não é a hierarquia (descoberta que com um pouco de atenção ao património doutrinal cristão evangélico torna óbvia). Mas disto não se conclui que o papa, bispo de Roma, não é o fundamento da autoridade de Cristo em todas as dioceses e para todos os cristãos. A colegialidade episcopal, bem o dizem os documentos do concílio, não se conforma a um modo democrático das funções da hierarquia. Bem se adivinha nestas expressões confusas a necessidade de uma sã descentralização, mas sem dispensar a presença da autoridade papal, para evitar que se prolonguem no tempo as situações dolorosas que alguns bispos (e os equivalentes superiores religiosos) parece não terem capacidade disciplinar para resolver. Com uma igreja democrática-descentralizada-anarquizada, ainda estaríamos hoje à espera que o tratamento das situações de pedofilia (e outros) fossem objecto de adiamento injusto e vergonhoso.