Na Tua Igreja, ó Cristo!, encontramos o valor divino do humano.

sábado, 6 de agosto de 2011

Ecclesiam Tuam (16 a 20)

16/11   A solidariedade globalizadora da Criação pré-figura a nova Criação que já está presente na Igreja.

17/11   A criação do género humano está orientada desde o início para o seu destino eclesial.

18/11   Se Deus é fiel à sua aliança com o homem desde a sua criação, ao homem corresponde agora o dever de respeitar as leis inscritas por Deus na criação.

19/11   A criação do homem é feita em previsão de um culto e de uma adoração da criatura ao Criador. A religião está por isso inscrita na ordem da criação, no coração do homem.

20/11   A liberdade do homem é o hino de adoração do Criador pelo único ser inteligente das suas criaturas terrenas.

Ecclesiam Tuam (11 a 15)


11/11   Toda a Igreja aparece como um povo reunido pela virtude da unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo; também a nossa vida cristã, que começa em nome das Pessoas da Santa Trindade, deve continuar por elas todos os dias mais intensamente.

12/11   A pertença à Igreja de Cristo é um factor fundamental para os cristãos. A sua vida pessoal impregnada desde o início até ao fim por aquilo que a Igreja lhes dá e lhes propõe: os sacramentos que lhes proporcionam uma nova vida; a fé que lhes dá uma nova visão; os mandamentos que os comprometem numa nova disciplina que se desenvolve na sua actuação pessoal, familiar, social e profissional. Claro que o homem vive e actua de modo diferente segundo está ou não enraizado em Cristo, ou seja, é bom filho da Igreja ou não a ama..

13/11   Um corpo permanece idêntico a si mesmo na medida em que pelo processo da vida se torna continuamente novo, sem deixar de ser aquele que era. Isto é como a fé faz ver a Igreja em cada época e em que cada circunstância.

14/11   Nas questões de fé e de costumes ninguém pode estar sujeito a decisões da maioria. É por esta razão que as Conferencias episcopais não possuem poder doutrinal nem podem tornar obrigatória nenhuma doutrina.

15/11   A lei da solidariedade humana e da caridade afirma que todos os homens são verdadeiramente irmãos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ecclesiam Tuam (6 a 10)

6/11     O infinito poder de Deus não podia encontrar melhor representante e intermediário entre Deus e a Humanidade do que Seu Filho, Jesus Cristo; o infinito amor de Deus não podia dar-nos melhor prova de amor do que o seu próprio Filho, pelo qual nos chega o Divino Espírito Santo, Santificador.

7/11     Quanto bem não faria e quanto mal não se evitaria se os católicos reconhecessem, com obras e de verdade, que a Igreja é um dom de Deus, é um programa de amor de Deus para com os homens todos, ela vem de cima, não pode ser fabricada cá em baixo na terra.

8/11     Olhando a história do povo de Israel e vendo os homens e mulheres que se distinguiram pela sua santidade, sendo fiéis ao papel que Deus os destinou, sabemos que estas pessoas foram santas por ter recebido a graça de Deus nas suas vidas. Mas, é lógico perguntar, que espécie de graça tiveram para alcançar tão alta e grande santidade? Receberam a graça de Cristo, que nos “pagou” a todos na sua cruz redentora.

9/11     Por isso, a Igreja, prefigurada desde o princípio, está presente de certo modo antes da sua instituição por Cristo: “Todos os justos, a partir de Abel até ao último escolhido, serão congregados numa Igreja universal na casa do Pai”, diz o Concílio Vaticano II.

10/11   A Igreja é acção comum e a obra mestra da indivisível Trindade. “Ser imediatamente Redentor é próprio de Cristo, enquanto homem, embora toda a redenção  possa atribuir-se a toda a Trindade como Causa Primeira (S. Tomás de Aquino, 3 Sen. 19, 48, 5).

Ecclesiam Tuam (1 a 5)

1/11     Jesus na terra dirige-se a homens e mulheres adultos. É esta a hora da conversão.

2/11      A conversão tem dois momentos: um encontro com uma pessoa, Cristo; e um posterior encontro com a Igreja. Vemos Paulo depois de se descobrir, através das palavras do Senhor, como perseguidor de Cristo, procurar no encontro com Ananias o seu lugar na Igreja.

3/11     Para muitos convertidos a hora do início da sua amizade com Cristo é explicada de um modo perfeitamente banal: “dei-me conta que ainda estava a tempo”, “percebi que devia abrir as portas do coração”, “pensei que tinha de recuperar o tempo perdido”, “lembrei-me que era como um enxerto na minha existência”. Mas lendo nas páginas do Evangelho os encontros de Cristo com aqueles homens e mulheres não têm tão-pouco nada que fuja à vulgaridade da vida de todos nós. É que hoje a conversão continua a ser uma experiência de amor, e o amor autêntico não pode ser apenas para as “horas felizes”.

4/11     Em tempos de perda do sentido da fé cristã, é natural que apareçam muitos convertidos que deixam uma atitude de incredulidade e passam a aceitar que um Ser supremo certamente existe. Falta ainda o encontro pessoal com Deus. Para isso, atendendo às suas inegáveis boas disposições, precisam, para dar esse passo até Cristo, da amizade generosa daqueles que já o deram.

5/11     Não se pode negar de boa fé que o mundo seria muito diferente se não existisse a Igreja. Todas as mulheres e homens cristãos deixaram uma profunda marca de santidade no mundo e continuam a fazê-lo. Santidade? Cuidado dos mais necessitados, sem nenhuma discriminação. Criação de lugares onde a ciência e a arte, desde as crianças aos mais altos investigadores; desde o artesanato às mais maravilhosas obras de arte. Tudo isto é uma insignificante porção do imenso amor à Humanidade que Cristo semeou no coração dos cristãos, que ao longo dos séculos, sem interrupções tem crescido maravilhosamente