Na Tua Igreja, ó Cristo!, encontramos o valor divino do humano.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ecclesiam Tuam (6 a 10)

6/11     O infinito poder de Deus não podia encontrar melhor representante e intermediário entre Deus e a Humanidade do que Seu Filho, Jesus Cristo; o infinito amor de Deus não podia dar-nos melhor prova de amor do que o seu próprio Filho, pelo qual nos chega o Divino Espírito Santo, Santificador.

7/11     Quanto bem não faria e quanto mal não se evitaria se os católicos reconhecessem, com obras e de verdade, que a Igreja é um dom de Deus, é um programa de amor de Deus para com os homens todos, ela vem de cima, não pode ser fabricada cá em baixo na terra.

8/11     Olhando a história do povo de Israel e vendo os homens e mulheres que se distinguiram pela sua santidade, sendo fiéis ao papel que Deus os destinou, sabemos que estas pessoas foram santas por ter recebido a graça de Deus nas suas vidas. Mas, é lógico perguntar, que espécie de graça tiveram para alcançar tão alta e grande santidade? Receberam a graça de Cristo, que nos “pagou” a todos na sua cruz redentora.

9/11     Por isso, a Igreja, prefigurada desde o princípio, está presente de certo modo antes da sua instituição por Cristo: “Todos os justos, a partir de Abel até ao último escolhido, serão congregados numa Igreja universal na casa do Pai”, diz o Concílio Vaticano II.

10/11   A Igreja é acção comum e a obra mestra da indivisível Trindade. “Ser imediatamente Redentor é próprio de Cristo, enquanto homem, embora toda a redenção  possa atribuir-se a toda a Trindade como Causa Primeira (S. Tomás de Aquino, 3 Sen. 19, 48, 5).