1/11 Jesus na terra dirige-se a homens e mulheres adultos. É esta a hora da conversão.
2/11 A conversão tem dois momentos: um encontro com uma pessoa, Cristo; e um posterior encontro com a Igreja. Vemos Paulo depois de se descobrir, através das palavras do Senhor, como perseguidor de Cristo, procurar no encontro com Ananias o seu lugar na Igreja.
3/11 Para muitos convertidos a hora do início da sua amizade com Cristo é explicada de um modo perfeitamente banal: “dei-me conta que ainda estava a tempo”, “percebi que devia abrir as portas do coração”, “pensei que tinha de recuperar o tempo perdido”, “lembrei-me que era como um enxerto na minha existência”. Mas lendo nas páginas do Evangelho os encontros de Cristo com aqueles homens e mulheres não têm tão-pouco nada que fuja à vulgaridade da vida de todos nós. É que hoje a conversão continua a ser uma experiência de amor, e o amor autêntico não pode ser apenas para as “horas felizes”.
4/11 Em tempos de perda do sentido da fé cristã, é natural que apareçam muitos convertidos que deixam uma atitude de incredulidade e passam a aceitar que um Ser supremo certamente existe. Falta ainda o encontro pessoal com Deus. Para isso, atendendo às suas inegáveis boas disposições, precisam, para dar esse passo até Cristo, da amizade generosa daqueles que já o deram.
5/11 Não se pode negar de boa fé que o mundo seria muito diferente se não existisse a Igreja. Todas as mulheres e homens cristãos deixaram uma profunda marca de santidade no mundo e continuam a fazê-lo. Santidade? Cuidado dos mais necessitados, sem nenhuma discriminação. Criação de lugares onde a ciência e a arte, desde as crianças aos mais altos investigadores; desde o artesanato às mais maravilhosas obras de arte. Tudo isto é uma insignificante porção do imenso amor à Humanidade que Cristo semeou no coração dos cristãos, que ao longo dos séculos, sem interrupções tem crescido maravilhosamente