Na Tua Igreja, ó Cristo!, encontramos o valor divino do humano.

sábado, 7 de agosto de 2010

Ecclesiam Tuam (26 a 30)


26/10   Nalguns lugares, a tradição popular cristã considera a festa da Anunciação do Senhor como o dia em que nem sequer as aves constroem os ninhos delas, no início da primavera.

27/10   É a oração que mantém o reino de Deus na terra. O povo de Deus é, por definição, um povo de oração. As igrejas cristãs, as famílias cristãs, as almas cristãs são lugares de oração.

28/10   Pela contemplação, a graça, recebida nos Sacramentos, impregna os nossos pensamentos, afectos, a vontade, a inteligência  e a memória. Só depois da vida da graça chegar até à alma  através dos Sacramentos é assimilada pela contemplação. Seguidamente, na medida em que foi assimilada pela contemplação é que se pode exprimir realmente na conduta através das virtudes. A primeira das virtudes é a caridade, a plenitude da graça. Do mesmo modo que não existe acção humana verdadeiramente valiosa que não seja orientada pela inteligência, também não existe autentica virtude cristã, se não nasce da contemplação.

29/10   Ao Santo Padre João Paulo II devemos a inspiração para ultrapassar a incompatibilidade entre diferentes aspectos da existência humana. Incompatibilidade, aliás, nem sempre resultante da realidade, mas da manipulação dela. Assim esta reconciliação entre aparentes opostos, mostra-se no seu magistério: conciliação entre a fé e a razão, o bem e a verdade, a fé e a cultura, a lei humana e a lei divina, o Ocidente e o Oriente, o Norte e o Sul. Sem esquecer todo o seu magistério e exemplo sobre a primazia do espiritual, condição necessária para o cristão alcançar a plenitude da sua vocação divina.

30/10   Senhor, concede-me a graça de não te recusar amanhã aquilo que me pedirdes.