31/15 Anotam os biógrafos que S. João
XXIII durante toda a sua vida foi fiel à confissão semanal.
32/15 É errado pensar que todas as
pessoas que não têm fé sentem que lhes falta qualquer coisa.
Aquelas que sentem isso, nem sempre o interiorizam, não dá lugar a
uma procura. É uma sensação semelhante aquela que tem uma pessoa
sobre uma coisa que desejaria, mas sem implicações práticas.
33/15 É errado pensar que a
generalidade das pessoas acham que a Bíblia é credível. A
realidade, porém, mostra que existe muita ignorância sobre o modo
de ler o livro sagrado.
34/15 É errado pensar que as pessoas
com quem nos encontramos diariamente conhecem bem a doutrina
católica. Até as pessoas que a aprenderam quando crianças mostram
desconhece-la totalmente. É assombroso ouvir aquilo que elas
acreditam que creem os católicos. A imensa maioria das pessoas que
criticam a Igreja falam de coisas fantásticas que não existem.
35/15 É errado pensar que é preciso
convencer as pessoas que não têm fé, com argumentos. É, porém,
importante mostrar a racionalidade e a sensatez da fé católica,
sobretudo se a pessoa tem desenvolvimento intelectual. Mas as pessoas
não costumam aderir facilmente à cosmovisão católica se não
passam primeiro por uma experiência pessoal de encontro com Cristo.
36/15 Aquilo que está perfeitamente
certo é as pessoas que estão afastadas de Deus precisam muito mais
da nossa oração.
37/15 Porque temos medo? Porque existe
tanta tristeza? Porquê? Não temos resposta, mas sabemos que Jesus
sofreu. Inocente. Sabemos que Deus verdadeiro se mostra em Jesus e
que Ele está sempre ao nosso lado. Isto é muito importante, porque
se não temos respostas e ainda que se mantenha a tristeza, Deus está
ao nosso lado, junto de nós. Um dia no futuro, podemos compreender e
aceitar porque acontece tudo isto no presente. Não é uma
causalidade este sofrimento, é um excesso de presença da
divindade. Não é um evento vazio, inútil, sem valor, é a
experiência do mistério cristão que se aproximou de nós. Por
detrás de cada sofrimento existe um projeto bom, um projeto de amor
divino.
38/15 Na profundidade do nosso ser está
inscrita a memória do Criador. Não só memória de um passado,
porque a origem está presente, é memória da presença de Deus. É
também memória do futuro, porque somos chamados ao encontro de
Deus.
39/15 A memória do Criador nem sempre
prevalece no nosso dia a dia. É por vezes obscurecida, coberta por
memórias superficiais e passageiras, que nos impedem referenciar a
memória verdadeira que sustenta o nosso ser.
40/15 Em nós, o triste efeito da
perda ou da ofuscação da memória do Criador é o esquecimento de
Deus. De este esquecimento fundamental procede a perda da alegria na
nossa existência. Consolemo-nos, porém, sabendo que somos
conservados, sem sombras, na memória de Deus. É que Deus é Deus
dos vivos, não dos mortos.