Na Tua Igreja, ó Cristo!, encontramos o valor divino do humano.

quarta-feira, 4 de março de 2015

PER IPSUM…PER IESUM CHRISTUM (31-40)

31/15 Anotam os biógrafos que S. João XXIII durante toda a sua vida foi fiel à confissão semanal.

32/15 É errado pensar que todas as pessoas que não têm fé sentem que lhes falta qualquer coisa. Aquelas que sentem isso, nem sempre o interiorizam, não dá lugar a uma procura. É uma sensação semelhante aquela que tem uma pessoa sobre uma coisa que desejaria, mas sem implicações práticas.

33/15 É errado pensar que a generalidade das pessoas acham que a Bíblia é credível. A realidade, porém, mostra que existe muita ignorância sobre o modo de ler o livro sagrado.

34/15 É errado pensar que as pessoas com quem nos encontramos diariamente conhecem bem a doutrina católica. Até as pessoas que a aprenderam quando crianças mostram desconhece-la totalmente. É assombroso ouvir aquilo que elas acreditam que creem os católicos. A imensa maioria das pessoas que criticam a Igreja falam de coisas fantásticas que não existem.

35/15 É errado pensar que é preciso convencer as pessoas que não têm fé, com argumentos. É, porém, importante mostrar a racionalidade e a sensatez da fé católica, sobretudo se a pessoa tem desenvolvimento intelectual. Mas as pessoas não costumam aderir facilmente à cosmovisão católica se não passam primeiro por uma experiência pessoal de encontro com Cristo.

36/15 Aquilo que está perfeitamente certo é as pessoas que estão afastadas de Deus precisam muito mais da nossa oração.

37/15 Porque temos medo? Porque existe tanta tristeza? Porquê? Não temos resposta, mas sabemos que Jesus sofreu. Inocente. Sabemos que Deus verdadeiro se mostra em Jesus e que Ele está sempre ao nosso lado. Isto é muito importante, porque se não temos respostas e ainda que se mantenha a tristeza, Deus está ao nosso lado, junto de nós. Um dia no futuro, podemos compreender e aceitar porque acontece tudo isto no presente. Não é uma causalidade este sofrimento, é um excesso de presença da divindade. Não é um evento vazio, inútil, sem valor, é a experiência do mistério cristão que se aproximou de nós. Por detrás de cada sofrimento existe um projeto bom, um projeto de amor divino.

38/15 Na profundidade do nosso ser está inscrita a memória do Criador. Não só memória de um passado, porque a origem está presente, é memória da presença de Deus. É também memória do futuro, porque somos chamados ao encontro de Deus.

39/15 A memória do Criador nem sempre prevalece no nosso dia a dia. É por vezes obscurecida, coberta por memórias superficiais e passageiras, que nos impedem referenciar a memória verdadeira que sustenta o nosso ser.

40/15 Em nós, o triste efeito da perda ou da ofuscação da memória do Criador é o esquecimento de Deus. De este esquecimento fundamental procede a perda da alegria na nossa existência. Consolemo-nos, porém, sabendo que somos conservados, sem sombras, na memória de Deus. É que Deus é Deus dos vivos, não dos mortos.